O Blogue da Família

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Olá Queridos!
Hoje faz 40 anos o nosso Rapagão, o mano Diogo! PARABÉNS MANO, ESTOU MUITO ORGULHOSA DE TI!!!!
Tantas histórias havia para contar, tantas tropelias e aventuras!
Muitos beijinhos e que tenhas um dia em cheio, com muita alegria, saúde e festa!

A mai'velhinha,

Joana


Nesta foto estão o Avô com o Diogo, o Miguel MF e o Pedro. Foi tirada em Pé-de-Cão, num tanque que havia na Vinha e que fazia as vezes de piscina... (Inês)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

...e mais uma memória:

...e mais uma memória:

 -há muito, muito tempo, era eu uma criança e havia um balcão e mesas na sala de baixo do Carrocel (em cima era uma óptima Charcutaria) onde serviam «combinados».

Pois o nosso querido Avô, ia lá almoçar quase sempre sózinho, uma vez p semana (a Avó também ia, mas muito raramente).
De vez em quando ia um neto c o Avô.E eu fui algumas vezes.

Lembro-me de estar aquele balcão, cheio de gente p almoçar (como no «Galeto») e o Avô  nunca tinha que esperar, era logo atendido!

Normalmente o q escolhia era o tal bife c ovo «a cavalo», mas também as carnes frias ou outros petiscos.
Não fui a única a acompanhar o Avô nestes almoços, mas lembro-me muito bem de ir várias vezes, só eu e o Avô (n sei se estava a dormir lá em casa, ou se combinavamos mesmo) e tinhamos conversas q nunca vou esqueçer.

Mais tarde, começei a ir passar uns dias a casa dos Avós para estudar para as orais (sempre em cima da hora...).
E, graças ao Avô, q me aconselhou a falar sobre um tema especialmente querido ao Professor, sobre o qual me deu uma «ensaboadela» durante um almoço, passei à primeira, com uma boa nota, na oral de Direito Fiscal c o tenebroso Martinez, que chumbava 90% dos alunos nas orais (os q conseguiam lá chegar...).

Também me lembro de o Avô me fazer perguntas, a relembrar-se dos seus tempos de estudante, como se estivesse a fazer-me o exame oral, o q me ajudou imenso durante todo o curso.

Quando comecei a trabalhar, no MNE, estava a fazer o estágio de advocacia ao mesmo tempo, e como estava perto de casa dos Avós, ia muitas vezes almoçar lá a casa.
Nessa altura, então, foi sempre com o Avô que me aconselhei sobre eventuais saídas profissionais (...«fica na Função Pública, filha, que tens pela frente uma carreira muito bonita para uma jurista!» - (mal o Avô sabia a beleza que isto tem agora...).

Mtos bjns a tds,


Joana Teixeira Avillez

Eu, a filha do meio

O nosso querido pai (avô, bisavô) e a nossa querida mãe (avó, bisavó) são como o sopro divino,
o sopro do amor, da fecundidade, da coragem, da força de vencer e de viver, do prazer da leitura, da música, do desejo insaciável do saber como, porquê, para quê
O sopro de todos os sopros
E é por isso que os sentimos e sentiremos sempre vivos em nós, filhos, netos, bisnetos

Tia Sao

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Deste lado enquanto a missa decorre...

A missa decorre enquanto escrevo estas palavras... Nesta parte do mundo, mundo sem fronteiras que o avo conhecia tao bem, o meu coracao esta convosco. Nao trabalho enquanto a missa decorre, paro e escuto... escuto o que me diz a memoria, escuto as cores do ceu e olho as fotografias que a prima Ines aqui colocou com saudade, mas acima de tudo uma certeza: O avo foi feliz! muito feliz! E pelas maos dele e da avo trouxeram felicidade a esta familia gigante que o avo olha com orgulho, um enorme orgulho, naquela fotografia em ponto grande. Sente-se naquele olhar.... sente-se a forca que o fez viver todos estes anos. E com isto apercebo-me finalmente que o avo sabia mais de fisica do que alguma vez me tinha apercebido. Com isto quase me tento a dizer que o segredo da vida e da longevidade estava a minha frente, mas nem o vi acenar. Mas agora sei que se andarmos ao som do amor, em frente e sem medo, passo a passo, a nossa forca sera tanto maior quanto mais rapido corrermos em direccao a felicidade e quantos mais de nos estivermos de maos dadas nessa corrida (segunda lei de Newton). Obrigada por mais uma licao avozinho!

sábado, 19 de setembro de 2009

Fotos






Fotos


\






 

 

 

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Do André para a Tia Teresa, no dia 16/09

Por dois dias me senti no lado errado do Mundo... Consolaram-me os incriveis relatos da Travessa do Possolo...

... infelizmente das varias vezes que liguei, e falei com Pais e Manos, nunca foi possivel encontrar a Tia. Gostava tambem de ter dado e recebido beijinhos da Minha Muito Querida Tia Madrinha que o nosso Avozinho gerou. Desde que nos mudamos para NY que a maior foto que tenho pendurada na parede e de mim e do Avo a fazer um brinde a mesa. Eu teria uns 5 anos... Foi ha volta daquela mesa que comecei a conhecer o Mundo, os nomes dos rios que correm, das montanhas mais altas, as capitais dos paises e, principalmente, de como ir de Paris ao Rio de Janeiro por terra... Pelas 7 da tarde a volta daquela mesa...
Beijao grande, Minha Muito Querida Tia Madrinha

Partilhado pelo André
Troca de e-mails "Pensamentos sobre o Avôzinho"

Da tia Teresa para o André, no dia 16/09/2009

Meu lindo, as tus memórias, que tambem são minhas pois lembro-me dessa festa e dessa foto, são a homenagem mais doce que podes fazer ao nosso querido paizinho e avôzinho.

A taça dele transbordou, de sofrimento (cito o Bernardo, que o disse mais harmoniosamente). Isso custa-me recordar. Ainda domina em mim a ideia dos inúmeros 5 ou 10 minutos a mais que não lhe dei, já neste último tempo de hospital, avara do meu tempo e sequiosa de ar fresco. Não lhos dei, por exemplo, na última visita, vê lá!, sem perceber que estava a poucas horas de partir! A útima imagem em vida que guardo e partilho contigo é o avô sentado na sua cadeira de rodas que era um cadeirão, pelas três da tarde, dizendo-me "Vai, Vai" (i. e. não te prendas), como expressão de um adeus muito fatigado antes de uma sesta, ou de um descanso, até à chegada da avó, da tia São e do tio João Carlos.

Fizeste cá muita falta, por seres único, mas os teus irmãos e primalhada organizaram a mais bela despedida ao avôzinho possível. O Bernardo foi inspirado pela ternura e pela fé. O Chico tocou partes de uma melodia chamada Lisboa é uma ....seguida do Stormy weather (arranhado a maneira do avô) e acabada com partes do Coimbra é....

A avó está despedaçada mas serena. Conseguiu milagrosamente ter forças para que a sua porta se mantivesse aberta e a sua mesa estivesse sempre pronta com miminhos para quem tentava mimá-la.

Vou imprimir a tua recordação e juntá-la à de uma colega minha que era admiradora do lado policial do avô e me escreveu com muita ternura e humor.
Vou mandar-te aqui mesmo o que escrevi para o avô e li no início da missa de ontem, que decorreu em grande solenidade na nave central da Basílica.
Muitas belas coisas foram escritas e ditas em homenagem ao avô, ao longo do tempo em que o seu corpo esteve perto de nós, inumeráveis:
A tua mãe, a tia Conceição, o Gonçalo, a Maria, o Pedro da Margarida, a Maria, a Joana, a tia Luísa, o Miguel do tio Rui, a Leonor, e mais primos e amigos inesperados, rezou-se muito e cantou-se muito. Até a avó, se não estivesse tão fragilizada, teria dito o seu poema.

Partilhado pelo André
Troca de e-mails "Pensamentos sobre o Avôzinho", 17/09/2009

NÃO MORREU!...

Levanta o olhar para lá das nuvens da tristeza e da saudade e solidão...
Verás que aquele que amas continua teu, porque está vivo!......
Adormeceu...

Rasga o nevoeiro denso da amargura com os faróis da Fé e da Esperança,
e verás que aquele que amas continua teu, porque está vivo!...
Adormeceu...

E quando transpuseres a curva da morte na caminhada veloz para os céus, reencontrarás aquele que partiu e amas eternamente vivo na Vida de Deus…

Mário Salqueirinho
Poema lido pela Tia Teresa no dia 14 de Setembro na missa de corpo presente

A vida não pára...

Família,

Estou aqui, já no trabalho e de volta à minha vida normal (tb eu ouvi muitas vezes o "Vai, vai, filha. Não te prendas..."), de lágrimas nos olhos a ler as vossas palavras, poemas, orações... enfim. A vida não pára e o Avô está lá em cima a ler os nossos e-mails, a sentir a nossa saudade e a zelar para que continuemos com o amor e o carinho que une esta enorme e feliz família, mesmo que espalhada pelos vários cantos do Mundo!

André, nem imagino o que te custa estar aí, sem poder abraçar a Avó, abraçar os teus pais, irmãos, tios e primos... e chorar e cantar connosco. Mas sentimo-nos abraçados por ti, sentimos que estavas ali na capela de Nª Sra do Carmo, a cantar o Salmo com a Maria, a dar um beijo à avó e a consolar a tua mãe. Estavas lá!

Eu não vou poder estar na missa de 7º dia. Infelizmente vou estar em Paris em trabalho. A vontade de ir já era pouca, agora então é mesmo nenhuma. Mas estarei lá convosco, também eu, sem estar. Estarei a rezar, a cantar por dentro, enquanto mais uma vez em Lisboa se celebra a vida longa e tão bonita do Avô.

Se não se importarem vou publicar os vossos pensamentos e poemas no nosso blogue. Se quiserem fazê-lo vocês, maravilhoso. Coloquem uma "tag" como o nome "Avô" para eu depois criar um link para a página principal com os pensamentos e homenagens ao Avô António. Coloquem fotos (André, por favor, se puderes digitaliza essa foto, que eu adoro tb, e coloca lá), tudo o que quiserem.

Ontem estive uma parte da tarde com a Avó. Senti-a triste, inconformada, como é normal. Tentei confortá-la, animá-la, acarinhá-la. Neste momento, penso que o mais importante é estar com a Avó (não todos ao mesmo tempo...), falar com ela, ouvi-la, fazer-lhe companhia... deixá-la sozinha o mínimo tempo possível.

Beijos para todos,

Inês
17/09/2009
Troca de e-mails "Pensamentos sobre o Avôzinho"
Lembro-me do nosso paizinho descendo no seu passo calmo à praia da Cerca Nova, a entrar no mar gelado e agreste, a nadar vencendo as ondas com as suas braçadas.
A nossa mãezinha tremia por ele na praia, por causa do coração que era fraco, mas nós, o seu RAMALHETE, tremíamos de orgulho!

Que, no misterioso mar da eternidade em que acabou de entrar, o nosso paizinho tenha encontrado a doçura de uma maré tranquila e azul, sob o terno olhar de Deus.

Por Tia Teresa
Missa de dia 15 de Setembro de 2009

Umas gambas marchavam...

Fui ver o Avô pela última vez na 5ª feira passada, faz hj uma semana - levei lá a Avó. Achei-o mto fraco ( n o via desde antes de ir p PC), mas sp a querer conversar, mto.
Perguntei-lhe se lhe apetecia alguma coisa em especial para comer, p exº umas gambas. Disse-me c os lhos mto abertos q sim, q «umas gambas marchavam», mas a Avó disse lg q n devia poder pq estava de dieta. O Avô respondeu q ia perguntar aos médicos e q talvez c pouco sal pudesse. Prometi q lhe levava qdo lá voltasse e q iria c o Miguel, q tb queria voltar a visitá-lo...

Partilhado pela Joana no Facebook, dia 17/09

Vai, vai, filha... Não te prendas!

Nestes dias, trago comigo a imagem do Avô sempre sorridente e caloroso,
o abraço firme que me dava quando me via e a festa que sempre fazia quando o visitava,
as longas conversas, nunca maçadoras, sempre ricas, em que aprendia tanto,
o piano e o jazz,
tanta coisa boa..
parece que o estou a ver e a ouvir a toda a hora...

e lembro também que sempre que estava com o Avô e chegava a hora de ir embora, me dizia: "vai vai filha...pois claro!...não te prendas!...", com um sorriso
acho que foi assim que quis partir, sem maçar, sem grande alarido, como quem diz, "eu fico bem, não se prendam, sigam a vida!"

um grande beijinho a todos,
margarida
(Troca de e-mails "Pensamentos sobre o Avôzinho...")
Na véspera da sua partida, domingo passado, o avô quase não almoçou, muito fraquinho, mas no fim pediu-me um descafeinado, o que lhe foi autorizado pela enfermeira. Depois de o bebericar, queixando-se de que não estava doce a seu gosto, acrescentou: "Se eu soubesse que havia cá descafeinados, já tinha pedido há mais tempo."

Partilhado pela Tia Teresa
O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho...
Fica a cepa a sonhar outra aventura…
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova…

Miguel Torga
(postado no Facebook pela Joana)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O nosso tão querido Avô António

Tanta vida partilhada... do carrocel ao pôr do sol em Porto Côvo passando pela Dione na Alvares Cabral!...
Talvez a minha primeira memória do avô seja a do seu primeiro enfarte; em casa dos meus pais, teria eu uns 5 anos, nem sei, gerou agitação, o meu pai saira a correr, nós ficámos sem nada perceber, o avô... a última memória que me lembro do avô foram os dias do seu eterno passeio que ele passou e passa connosco tão maravilhosamente...

...Recordo-me sempre com imensa ternura das nossas longas e saborosas conversas.

Teria eu uns 19 anos, em casa dos avós, num jantar, que começava com precisão às 19.30, lembro-me duma quase infinita conversa com o avô, sempre complementada pela nossa querida avó. Naquela ocasião, a nossa conversa foi de tal modo extensa e rica, que a mesa foi sendo levantada, reposta, e eu e o avô permanecíamos em conversa passando pela sopa, passando, talvez, pelo belo bife com arroz e batata frita, passando pelo vinho, pela fruta e doce, pelo descafeinado bem amarelo (depois de muito mechido como o avô ensinara com precisão e com maior alegria louvava se alcançado), passando pelo caramelo espanhol que a avó oferecia antes de descer para ir ver a novela, passando, naquela noite, até por um e só apenas um dedo de whisky... a nossa refeição terá terminado perto das 23.00. Quando olhei para o relógio fiquei tão supreso que exclamei ao avô: avô sabe há quanto tempo estamos a comer?...

O avô adorava e adora o encontro, o diálogo, a família, a partilha, a inteligência, por isso, seguramente, ao encontrar Deus perfeitamente se manifesta tanto em nós num tempo sem fim.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Ao meu querido Avô António

Meu querido Avô,

Não consigo exprimir as saudades que todos vamos sentir... por isso vou partilhar aqui a memória mais antiga que tenho da tua presença na minha vida.

Quando era criança, nem sei que idade teria mas seguramente não mais de 5 ou 6 anos (talvez ainda em Tomar...), lembro-me de o Avô, quando estava connosco uma temporada, nos contar histórias antes de adormecermos. As suas histórias eram quase sempre sobre Índios e Cowboys e o Avô, no auge da história, simulava o som do galope dos cavalos batendo com as unhas (sempre impecavelmente arranjadas) na madeira da mesa de cabeceira. E fazia "dagadum, dagadum, dagadum, lá iam os índios; dagadum, dagadum, dagadum, e os cowboys a persegui-los..." Não me lembro como acabava a história, só me lembro desta parte e das unhas do avô a fazer aquele som inconfundível, inesquecível, que ainda hoje faço para os meus filhos (quando consigo ter as unhas arranjadas) e que eles próprios já tentam imitar.

Um grande Homem, cheio de histórias e de sabedoria, que sabia sempre, fosse em que idade fosse, interessar-nos e conversar connosco.

Obrigada por tudo, Avô!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Partilha...


Olá querida família,

Espero que se encontrem todos bem.

Vim aqui "blogar" para partilhar convosco dois grandes acontecimentos que se aproximam.

O primeiro é que o meu querido irmão e padrinho Bernardo, no próximo dia 12 irá discutir a sua tese de doutoramento, em Roma. Aqui o clã CA estará presente fisicamente e convido-vos a todos a estarem presentes em espírito.

O segundo é que a minha querida sobrinha mais nova, a Constança, será baptizada no dia 13, também em Roma.


Um grande Beijinho para todos,
Filipa.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Operação do Avô

Como já todos devem saber, o avô António no Domingo passado resolveu dar um trambolhão e ir de urgência para a CUF. Graças a Deus estavam lá a tia Isabel e o tio Vasco que assistiram e acompanharam o avô. Diagnóstico: fractura do colo do fémur, cirurgia necessária.

Ontem à noite foi a operação e correu muito bem. Recebemos algumas queixas relativamente à multidão de filhos e alguns netos que se concentraram no local e não arredaram pé enquanto não arrancaram informações sobre o decorrer da cirurgia a quem quer que passasse: médicos, enfermeiros e até auxiliares... inclusivé há quem diga que no final da operação se esgueiraram pelos corredores do hospital à revelia para irem ver o avô e se certificarem de que estava bem.

As próximas etapas são 10 dias de internamento, seguidas de 1 mês e meio de recuperação em casa com fisioterapia. O António CA ficou encarregue de seleccionar a fisioterapeuta com base em critérios objectivos.

Estamos todos a torcer pela boa recuperação do avô António!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Relíquias


Ontem encontrei em minha casa o original desta relíquia. Tinha de vir partilhá-la convosco, nem tenho palavras para descrever esta foto. Pelo tamanho o meu pai, esta foto deve ter sido tirada por volta de 1953-1954. A Tia Teresa já lá está (a cara da Catarina), ao colo da bisavó e tem um ou dois anos...

É engraçado que o meu filho João é a cara chapada do meu pai com esta idade. Tem o mesmo sorriso traquina. O Francisco do Miguel tem aquela postura sempre meio encostado com a perninha cruzada.

Bjs a todos!